sábado, 31 de maio de 2014

Explosão de sentimentos

  Me desculpa se não ouvi seus soluços, de verdade, sou meio surda, mas eu já estou aqui e nada vai conseguir me afastar, ou melhor afastar-me de seus lábios. Agora que já cheguei fico pensando em como senti saudade do seu riso no meu riso, e nós dois embriagados pelo mesmo copo de cerveja, senti saudade de nossos corpos juntos, tão juntos que parecia um corpo único, me pergunto quanto tempo faz desda última vez que estivemos assim? Talvez um dia, uma semana ou um ano, não importa más, afinal não posso mais ficar nem um minuto sem seus lábios calados aos meus, peço passagem para minha língua invadir sua boca tão repleta por sua ternura, peço permissão para minhas mãos trafegarem por entre teu corpo, peço permissão para roubar seu coração, será que você ainda tá ai, do outro lado dessa porta me esperando entrar, sentindo meu perfume e imaginando porque raios eu voltei, a resposta é simples eu posso ir de um lado ao outro, atravessar a cidade o país o oceano, mas o que eu sinto por você vai continuar a mesma coisa, meus sentimentos estão aqui explodindo por um aperto de abraços, por uma explosão de lábios e um acalento de corações solitários, então pra que mentir e fingir que nós não sentimos mais nada um pelo outro, nenhum de nós dois estaria pensando em uma justificativa para cairmos simultaneamente em nossos braços e abraços, nós somos chuva, somos sol, somos água e somos vinho, somos nosso veneno e somos nossa cura, somos incompatíveis mas isso faz tudo nos faz nosso amor perfeito.
Postado no Meu Inexplicável Mundo 

terça-feira, 11 de março de 2014

Por favor, não quero ser apenas uma lembrança

Me perdoa se não consegui acompanhar seus passos,
Acho que para uma menininha você corre muito bem,
Eu já não sou aquele herói,
O príncipe,
O protetor de sonhos,
Sou apenas eu tentando te alcançar,
Tentando não ser esquecido, embaixo da sai rodada do vestido,
Será que se eu gritar você ainda me responderá,
Será que se eu me jogar dessa ponte você olhara para trás,
Tenho medo de te esquecer,
Esse medo é do tamanho do que tenho de ser esquecido,
Quero que siga em frente,
Mas por favor,
Não esqueça meus braços,
Ou busque outros heróis,
Já te salvei tantas vezes que me sinto orgulhoso de você vencer tantas batalhas,
De virar a heroína.
Mas mesmo assim não me esqueça,


Não deixe que eu seja apenas um sonho bom.

sábado, 8 de março de 2014

Memórias (Repostado do MIM)

Resolvi postar uma continuação do conto ‘’Amizade ‘’ (esse blog tá parecendo um livro de contos, necessito postar sobre algo novo!!!)

Em mais um passeio pelo parque lembrei que tinha que visitar um novo amigo meio desmemoriado que eu tinha deixado de lado, fui até a casa dele e me surpreendi quando a mãe dele falou que ele ficava sempre me esperando diante da janela, eu só podia falar que estava muito ocupada e ela só podia responder que estava tudo bem, ela aproveitou minha presença para ir no mercado, quando ele me viu pulou em meus braços como uma criança, me puxou para o seu quarto e sentou-se na cama, o quarto estava completamente desenhado com imagens, rostos, desenhos de crianças  e sofisticados, eram memórias, tive que sentar para não cair, ‘’você não quer falar nada?’’ ele balançou a cabeça respondendo que não ‘’então porque me esperava?’’ ele sorriu e pegou o gatinho em baixo da cama ‘’que legal sua mãe deixou você ficar com ele!!!’’ ele levantou da cama e me mostrou que as janelas estavam com grades e telas, ‘’um meu quarto também tem é mais seguro e não entra mosquito’’ ele me mostrava tudo em todos os cantos da casa, ‘’vou esperar sua mãe chegar pra perguntar uma coisa a ela!!!’’ ele olhou-me com os olhos de criança querendo descobrir o quê que era ‘’não vou te falar’’ enquanto esperávamos a mãe dele chegar ficamos desenhando e comendo sanduiches, ao chegar ela se surpreendeu com a minha pergunta ‘’eu posso leva-lo para passear?’’ ‘’hoje?’’ ela provavelmente se surpreendeu mais com a minha resposta ‘’sempre!!!”, então ela deixou e nós passamos a sair sempre juntos, aliás eu, ele e o gatinho.
Conto escrito e postado por mim no (http://jujumeumundo.blogspot.com.br/2012/04/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html)

''Amizade'' (Repostado do MIM)

Estava eu andando por ai e me deparo com uma imagem nada confortável de uma criatura totalmente dopada e tentando se matar, eu até pensei em deixa-lo, mas eu acho que meu bom senso falou mais alto na verdade creio que mia consciência gritou para eu o salvar. Não pense que eu sou uma pessoa ruim mais é que ele era a paixão platônica da minha amiga e sempre tive uma vontade louca de bater nele odeio pessoas metidas, portanto alguma coisa aqui dentro de mim falava VAI EMBORA CRIATURA, bem eu não fui e resolvi salva-lo do caminhão, era óbvio que eu não esperava que ele me agradecesse até porque foram poucas as vezes que ele me viu e as nossas conversas então nunca passaram do tchau, mas dessa vez foi diferente quando eu o salvei ele me agarrou tão forte que se comparava a uma criança procurando sua mãe.
_Rafael me solta.
_menina, você sabe quem eu sou né?
Depois dessa frase eu não segurei o riso e ele as lágrimas, então nós fomos para os bancos da praça da igreja, os gatinho que lá estavam pareciam o acalmar, ele os segurava parecendo uma criança, vendo que as horas estavam literalmente passando eu perguntei:
_Ok, eu sei que você não era uma pessoa normal, mas vamos combinar que você não esta no seu estado perfeito, o que houve?
E então com um sorriso de canto de boca e com algumas lágrimas pressas ele me responde ‘’perdi minha memória, parece que tem um monte de coisa aqui dentro que não significam nada’’, eu mais confusa do que tudo solto a celebre frase ‘’o que você esta fazendo aqui?’’, e  ele solta o gatinho que estava em seus braços e me responde que se perdeu eu poderia ser tão gentil, mas acho que essa palavra não faz parte do meu cotidiano ‘’VOCE SE PERDEU? Uma pessoa sem memória não sai de casa sozinha’’ ele começa a chorar e eu começo a perceber que além de desmemoriado ele estava machucado. ‘’olha só tem uma pessoa que pode te ajudar, vamos até lá tá?’’ ele balança a cabeça e pega o gatinho eu até tentei falar pra ele não levar mais era inútil. Então nós chegamos a casa dela gostaria que ela tivesse me recebido melhor afinal eu sou a melhor amiga podia ter esperado eu explicar que eu queria o ajudar a encontrar a casa, mas não, bastou ela me ver com ele que ela soltou todos os bichos do zoológico chegou a me falar que ela preferia vê-lo morto a vê-lo comigo, bem ficou um silencio na sala depois desse ataque de egocentrismo, levei a fama sem provar do doce isso é triste, no fim ela me pediu desculpa, mas eu não aceitei é claro, mas eu consegui encontrar a casa dele.
Foi assim que minha amizade com ele começou e com ela terminou.

Conto repostado e escrito por mim no (http://jujumeumundo.blogspot.com.br/2012/03/amizade.html)

O Gago e a Bailarina (Respostado do Mim)

Todo mundo já foi um pouco Gago na vida, já tropeçou nas palavras, correu pelas virgulas, engoliu o T, R, L, ou o D, enfim todo mundo já gaguejo, por amor, medo, raiva ou até dor…


Caminhando pelas areias ele a reparou,
Com seu vestido branco, e cabelos cacheados,
Fazendo cena e compondo a cena daquela tarde de verão,
Ela parecia feita de vento durante suas acrobacias pelo ar,
Parecia leve como a pluma, parecia que ia voar.
Imaginou mil maneiras de tentar conversar com ela,
Mas ele tinha medo de tropeçar em suas palavras,
De gaguejar..., enfim... desistiu antes mesmo de tentar,
Ele resolveu observa-la apenas de longe,                   
Todos os dias naquela mesma hora,
Mas um dia choveu, e a bailarina não apareceu,
O jovem rapaz se entristeceu,
Afinal se acostumou a dar ‘’bom dia para a vida’’
No ritmo das acrobacias da bailarina,
Da forma mais Intensa, verdadeira, emocionante, livre,
Esse era o seu bom dia e esse era o ritmo da bailarina,
Tão livre quanto vento.
Tão intenso quanto as ondas no mar,
Quando já estava quase indo embora,
Uma moça parou ao seu lado e deu o ‘’bom dia’’,
Ele respondeu meio sem graça, e com medo de engasgar em qualquer outra palavra, apenas um ‘’Bom dia’’ escondido em sua voz.  
A moça que estava ao seu lado começou a dar piruetas no ar,
E aos poucos ele foi percebendo que ela era a bailarina que alegrava seus dias,
Mesmo chovendo ela seguiu seu ritmo,
Com mais intensidade, alegria e sabedoria,
A bailarina o ensinou muitas coisas mais uma delas foi a de lutar e não desistir, enfrentar dificuldades mesmo que estas sejam tempestades.

Escrito e publicado por mim no (http://jujumeumundo.blogspot.com.br/2012/11/o-gago-e-bailarina.html)

E quando as luzes se apagarem…(Repostado do MIM)

Em seu mundo seus medos às vezes lhe pregavam peças, suas ideias constantemente se embaraçavam e entre outras coisas por causa dos remédios seu corpo o traia muitas vezes, esse era o seu pequeno  mundo  onde nada era perfeito até o dia que ela apareceu a estagiária meio louca do sorriso largo do abraço apertado, ela ficou primeiro na ala infantil, ele fugia constantemente para espiona-la enquanto ela brincava com as crianças até que um dia ela o viu e o chamou para fazer parte da brincadeira dês daquele dia ele passou a se divertir e a divertir todas as tardes, até que ela foi transferida, ele não podia acreditar no que via ela estava na sua ala, era como se seu frágil mundo tivesse desabado por completo, ela descobriria o que ele era, porque ele estava ali, ele não queria que ela sentisse pena dele que ela descobrisse que o estado dele era pior do que o daquelas crianças, ele não a viu se aproximar, ele já se encontrava perdido no mar de devaneios, e então com um sorriso bem largo ela o abraçou como fazia com as crianças sussurrou em seus ouvidos ‘’eu já sabia por isso pedi transferência… ’’ e então ele foi se acalmando e quando olhou para o rosto dela ela estava com o nariz de palhacinha e com duas ‘’Marias Chiquinha’’ ele começou a rir como uma criança, e ela continuando a frase: ‘‘… só para te fazer feliz’’.

Escrito e postado por mim no (http://jujumeumundo.blogspot.com.br/2012/04/e-quando-as-luzes-se-apagarem.html)

Meu amigo bêbado, e sua querida ponte. (Repostado do Mim)

ACHO QUE EU ENTREI NO PERSONAGEM POR ISSO EU ESCREVI O TEXO EM PRIMEIRA PESSOA.
Imagine você começar o seu dia encontrando um bêbado..., é a sensação é muito ruim, ainda mais se o bêbado é algum conhecido seu, ou melhor, seu melhor amigo... Estranho…
   Depois de um dia conturbado, cheio de grandes emoções e nenhuma boa notícia, todos estavam desesperados por não saber onde ele estava, já passava das cinco da madrugada do dia seguinte e ninguém se quer tinha ouvido falar da sombra dele, procuram por todos os cantos, becos e vielas, mas nada de encontrá-lo então por fim não restou-lhes alternativa a não serem me ligar, simplesmente me ligar, as tantas da madrugada, esperei o sol aparecer e fui à procura dessa criatura, mas sabe como é né? Existe um velho ditado que diz que quanto mais se reza mais assombração aparece, então enquanto caminhava sobre a ponte da ‘’Rua dos Anjos’’ uma voz escondida na neblina me fala ‘’oi’’, não me restou alternativa a não ser gritar e pular para trás afinal quem me chamaria tal hora.
   Mas quando fixei meus olhos na tal figura sobre a neblina, não tive dúvida era ele, aquela criatura descompensada que me fez sair da cama àquela hora.
‘’E ai, o que você tá fazendo aqui?’’
   Ele meio perturbado e sobre efeito de muitos goles de agua que passarinho não bebe me responde ‘’vim conversar amigavelmente com o mar, ele me ouve bem, (ele olha para baixo e fica meio enjoado e continua a falar), no momento acho que ele tá meio zangado.
   Bem naquele instante eu sabia que o gatinho tinha batizado o leite e pior que o gatinho estava querendo brincar com á agua. ‘’Você está de palhaçada com a minha cara, só pode, como assim, conversando com o mar? Se não estivesse sentado ai eu ia te dar um tapa tão forte que você ia parar no continente asiático ok?’’ Não houve resposta da parte dele, sabe quando as pessoas bebem de mais ou ficam alegres ou ficam depressivas, ou então começam alegres e terminam deprimidas ou vice-versa. ‘’O que você tá pretendendo? Você bebeu de mais pra ter coragem de fazer algo que não faria se estivesse sóbrio, pare de encarar o mar com esses olhos verdes, porque sinceramente não acho que se você se jogar vai encontrar o que esta procurando, além disso, ela era muito corajosa e lutou até o fim e você…, você tá sendo um covarde encheu a cara, para fazer algo que não faria, desistiu de viver sem nem tentar viver, desistiu de você, e sabe o que mais se quiser pular, pule, mais fique sabendo que você provavelmente não vai pro mesmo lugar que ela. ’’ Eu o olhei firmemente em seus olhos e falei novamente ‘’pula’’ então ele aproximou sua mão de seu bolso e por um instante eu realmente achei que ele fosse pular, mas ele apenas pegou um rosa e deixou cair sobre as aguas, ele se virou e  simplesmente me abraçou me disse adeus começou a chorar escorregou na grade e caiu, e eu simplesmente pulei atrás dele, me desesperei ao perceber que não o encontrava, mas quando ia desistir eu o encontrei entre as pedras, então o arrastei até a margem do rio o reanimei e ele sussurrou em meus ouvidos, juro que se ele brigasse comigo por o ter salvo naquele instante o jogaria de volta naquela água, mas eu o deixei falar e ele falou, ‘’você falou para eu pular e me salvou, não entendi’’ , ‘’você caiu e não pulou’’ então ele me olhou com a cara mais lavada do mundo e me falou ‘’que bom não ia pular mesmo, eu sou um covarde’’, ‘’ninguém te merece’’,
‘’obrigado, obrigado de verdade por salvar a minha vida e ter tentado me impedir, eu não sei se ia pular, se ia ter a coragem para fazer tal ato, eu só sei que naquele instante em que eu cai, eu cheguei a gostar, mas quando você me salvou, foi como se alguma coisa me falasse que eu tinha que sobreviver por mim e por todos que me amam’’ então nós nos abraçamos e fomos para casa.
Repostado e escrito por mim no meu outro blog (http://jujumeumundo.blogspot.com.br/2012/02/meu-amigo-bebado-e-sua-querida-ponte.html)

Ela e Ele (repostado do Mim)

Em um trocar de olhares ela já sabia que algo ruim tinha acontecido, bastava apenas isso um olhar para ela desvendar seus mistérios, ela sabia aquele que aquele olhar entristecido pedindo colo, a maneira como entrelaçava seus dedos entre suas mãos, a forma de falar era tudo tão assim…, que ela não tinha dúvida realmente algo estava errado tão errado que ela simplesmente o convidou para poder ir dormir em sua casa, realmente não havia problema foram tantos e tantos anos compartilhando segredos, dividindo agonias repartindo abraços ele realmente era seu melhor amigo, mas ela tinha que admitir desta vez ela sentiu como se o que o machucava estivesse a ferindo também, ele não falava e ela repetia constantemente ‘’…maldito orgulho masculino,… ’’ mas entre uma frase e outra ele despencou aos prantos sobre seus braços, talvez ele realmente não necessitasse falar ela simplesmente sabia que tudo que ele necessitava era de seus abraços do apoio de seus ombros, das suas piadas sem graças de sua amiga tão insana,... Só que ela descobriu que muito mais do que isso tudo, ele necessitava de algo a mais, algo que só ela podia dar, então enquanto ela limpava suas lágrimas tocando-lhe os cabelos ela viu que olhar dele se desviava do dela ‘’não acredito que você esta fugindo de mim’’ então ela olhou tão firmemente, sorriu, se aproximou calmamente e lhe deu um beijo de canto de rosto, olhou novamente em seus olhos, ficou estática nunca havia percebido aquele brilho se aproximou novamente só que dessa vez nenhum dos dois parecia saber ao certo o que iria ocorrer e então não mais que de repente eles se beijaram.

Texto escrito e publicado por mim do meu outro blog (http://jujumeumundo.blogspot.com.br/2012/01/ela-e-ele-0.html)

A fuga (repostado do MIM)

Ele correu, quase tão rápido quanto os ponteiros do relógio, suas mãos tremiam, seus pés estavam esfolados, estava tão nervoso que seu coração poderia sair pela boca. Ele já tinha perdido a esperança de fugir e então apenas parou... seu corpo caiu, quase não teve forças para se arrastar ao meio fio,  suas calças estavam rasgadas o suficiente para que vissem seus arranhões, ocasionados pela queda anterior em um cruzamento no qual quase foi atropelado, ( ninguém parou, continuavam suas vidas como quem segue um relógio, a ele restou apenas ser subjugado por olhares tão estranhos quanto os seus a eles).

Voltou-se para o relógio e confirmou, estava perdido, não tinha mais como fugir, olhou para seus sapatos já gastos pela adrenalina que se sucedera, retirou-os dos pés e os jogou longe quase acertando os pombos na praça, seu desespero explodiu por seu corpo, e ele resolveu levantar, resolveu continuar, mas não tinha forças, caiu junto com suas lágrimas, ele riu de desespero, algumas imagens vieram a sua cabeça, seu mundo girou talvez pelo fato de sua febre ficar mais alta, pareciam que estavam lhe despedaçando com unhadas, seus olhos já estavam o traindo e sua mente se desvencilhando da realidade.

E é quando tudo parece tão perdido é que a noite de sonhos termina, seu algoz chegou, esmurrando suas palavras insensatas para uma pessoa inconsciente, mas tudo na vida tem dois lados, o algoz também tinha bom coração, derramou as lágrimas quando viu sua presa ao chão, tão inocente quanto uma criança, ele se ajoelhou e logo se descobriu que o algoz na verdade era o pai e também o herói, que tentou o proteger com seus braços que se assemelhavam a asas.

O algoz só se tornou algoz quando prendeu o pobre pássaro em uma gaiola, tentando dar-lhe proteção, alimentando assim com conta gotas a vontade desse de voar, descobrir o mundo, bastou, meia brecha para que suas asas pudessem se libertar, ele se apaixonou pela vida. Só que ele vou tão alto que esqueceu que suas asas estavam fracas, seu corpo não podia receber muitas emoções, e seu coração bateu tão rápido que de repente ele parou, para o pobre pássaro se libertar.
*não consegui captar minha própria emoção #frustrei
Texto escrito e publicado por mim no meu outro Blog (http://jujumeumundo.blogspot.com.br/2013/10/a-fuga.html)

Em um oceano repleto de escuridão.

_EI..., Calma.
Ele estava muito febril, mas porque raios eu tive essa ideia de traze-lo pra cá? Eu deveria ter o levado de volta até o hospital, mas ele tinha que ter aquele oceano no lugar dos olhos? Argh...
_Garoto eu vou ligar pro seus pais.
É eu falei isso alto, mesmo assim ele não me ouviu, ou será que ouviu. Queria me lembrar de como chegamos a esse ponto.
Espera ai, consigo me lembrar, Merlin deve ter se penalizado de mim só pode. Foi assim...
Ele tinha sido internado, mas uma de suas internações repentinas. Pergunto quantas já foram desde que nós nos conhecemos, não, não somos namorados. Dessa vez tinha algo diferente além da chuva que não dava trégua, parecia que o tal oceano em seus olhos me convidava a me afogar, estavam mais perdidos do que de costume, ele não ria de minhas piadas, não prestava atenção nas minhas histórias, parecia não querer que eu estivesse ali.
_Ei...doido, não quer falar comigo?
Ele parecia um pouco surpreso, a pergunta na verdade era quase como uma afirmativa, ele realmente estava me evitando, sua reação a minha pergunta poderia ser tomada como uma resposta.
_Desculpa, não estou me sentindo bem, acho que você pode ir.
Como assim pode ir? É essa foi minha reação, quem esse moleque pensa que é.
_E por que eu iria embora?
_E porque você deveria ficar?
_Porque eu estou te fazendo companhia?
_Daniela, o quê nós somos?
_Amigos, claro.
_Quando eu estou triste, você me faz rir. Quando eu tento parar você me empurra até que eu continue. Quando eu tropeço você me levanta. Quando me perco você me encontra. Quando eu sou idiota você me chama de louco. Quando você não tá...bem quando você não tá me sinto incapaz de continuar. Eu queria entender esse meu sentimento, acho que eu estou confundindo as coisas, na verdade complicando-as pra você. Me desculpa.
_Aiiiii... O quê você tá falando, tá tudo muito claro somos amigos.
Acho que não estavam tão claros assim não.
_Eu queria dizer que sim, mas não, não somos amigos. O amor que eu sinto por você ultrapassa a amizade. Você pode por gentileza me deixar perdido nos meus pensamentos?
_Mas...
_Sem mas Dani...Por favor
_OK
Se passaram três dias, seus pais falaram que a febre não tinha baixado, que ele já tinha entrado no soro. Ele não queria me ver, mas eu não podia deixar de vê-lo, e ele estava lá, naquela cama de hospital dormindo como um anjo, com os cabelos nos olhos, vez ou outra fazia uma careta, talvez eu também o amasse, passei as mãos nos cabelos dele, dei um beijo de boa noite e...
_Talvez estivesse certo, uma dose de amor...
Falei alto de mais, olhei pros lados esperando que ninguém tivesse me ouvido e fui-me embora. Mal cheguei e casa e o telefone já começa a tocar, ele tinha fugido, como assim fugido, que tipo de segurança tem um hospital que deixa um rapaz cego, com leves desequilíbrios mentais e um tanto quanto sedado fugir.
_Talvez ele só esteja escondido!
A quem eu estava querendo enganar, ele deve ter me escutado e tentado me alcançar, aiiii..... que encrenca, por fim resolvi dar umas voltas nos arredores daquele hospital, revirei cada canto  de cabo a rabo, e só quando resolvo descansar eu o encontro, em um lugar discreto, um bar, não ele não estava se embebedando quem iria fazer isso naquele bar era eu se não o encontrasse, ele estava apenas se escondendo da chuva, encolhido nos lençóis do hospital, e por falar em hospital a camisola dele estava transparente, que constrangedor. Eu me aproximei, e sentei naquele chão ensopado, ai meu estofado, parece que ele sentiu minha presença.
_Não estou acreditando que eu te encontrei aqui?
_Não acredito que ia beber?
_Não acredite, eu ia tomar um gole d’agua, estou dirigindo...
_Sei..., Porque está aqui?
_Porque fugiu?
_Porque não estou doente. E eu ouvi você dizendo que talvez você me amasse.
_Quando? Onde?
Não complica minha vida
_Hoje, não minta.
_Tava delirando
_Você estava lá.
_Nós temos que voltar para o hospital
_Já disse que não tenho nada, me deixa dormir na sua casa hoje por favor?
_ Você tem que voltar pro hospital, além disso a três dias não me queria por perto e hoje me pede pra dormir lá em casa.
_Por favor, eu só estou cego e nenhum pouco depressivo, meu coração também já voltou a bater no ritmo normal, tum...tum...tum
Aqueles olhos azuis tão perdidos no mar de escuridão me convenciam sempre, ele realmente só estava cego, mas sobre a depressão ele sempre ficava muito mas deprimido quando ficava no hospital, mas não tinha certeza se esse era o certo. Os pais dele até deixaram, mas só essa noite, parecia que estavam falando com a tia dona de uma casa na qual uma criança iria passar as férias, nós tínhamos a mesma idade, nem era tão responsável assim, na realidade na maioria das vezes ele era mas responsável do que eu, a única diferença é que eu moro sozinha porque meus pais se mudaram pro campo.
_Enfim chegamos...Agora banho moleque você tá sujinho
_Amiga boa que eu fui arrumar...
_Banho, você já conhece o caminho.
Cá estamos nós, compartilhando a cama, comendo caldo verde assistindo tele cine. E nem me dei conta de quando ele dormiu, caindo sobre meus ombro, realmente ele era tão lindinho.


_EI..., Calma.